‘Tratada como um animal’: garota de programa conta sobre os 4 anos em prisão no Paquistão

Uma ex-garota de programa que foi presa no Paquistão por tentar contrabandear cerca de R$ 6,4 milhões em heroína para a Irlanda publicou vídeos “sem restrições” para contar a sua história.

Identificada como Tereza Hluskova, a tcheca detalhou os horrores pelos quais passou, “depois de muito pensar decidiu que iria deixar as pessoas saberem pelo o que passou”, segundo o Daily Mail.

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Tereza foi detida com 8,5 kg de heroína no Paquistão – Foto: Blesk/Reprodução/ND

Tereza tinha 22 anos quando foi presa em janeiro de 2018 em posse de 8,5 kg de heroína, no aeroporto internacional de Lahore, no Paquistão. Ela estava com passagem para a Irlanda via Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

No momento em que foi detida pela alfândega, a tcheca disse que estava indo ao Paquistão para trabalhar como modelo e que alguém poderia ter colocado as drogas em sua bagagem.

Ela pensou que os policiais fossem matá-la e disse ter sido tratada como “um animal”, espancada e obrigada a lidar com verões e invernos, sem condições adequadas para enfrentar as estações.

Já em 2019, ela foi condenada a 8 anos e oito meses de prisão, porém após diversas apelações foi libertada em 2022, cumprindo apenas 4 anos de sua sentença.

Os planos de uma mulher

Tereza abandonou sua escola na Uherské Hradiště, na Republica Tcheca, e começou a trabalhar em uma cafeteria, onde recebeu a oferta de emprego para trabalhar como garota de programa.

A jovem acreditou que sua vida iria melhorar e viajou para a Bélgica, onde ficou sob a proteção de uma mulher chamada Sara. “Ela primeiro queria verificar se eu era adequada para o trabalho e me disse para fazer sexo com o marido dela para ver se eu valia a pena ou não. Então fiz o que tinha que fazer”, recordou.

Para conseguir “suportar” o homem que tinha 45 anos ela disse que recorreu às drogas e ao álcool. “Ele foi brutal”, declarou.

Ela continua seu relato dizendo que cerca de uma hora depois, Sara reapareceu e preparou “outra carreira de cocaína” na mesa. “Ela disse que eu ficaria bem e saiu de novo.”

No outro dia, um amigo a levou em um bar onde os acompanhantes iriam atender seus clientes. Ela adotou o nome de “Jennifer” e diz que nesses dias aprendeu a fechar as emoções durante os momentos íntimos com os clientes.

O fim da vida de garota de programa

Uns dias depois, Tereza foi levada para a Inglaterra e ficou sob supervisão de um paquistanês. Ela chegou a Manchester com a promessa de ser modelo de fotos eróticas e foi levada ao Paquistão. “Foi um desastre. Sujeira por toda parte”, contou.

A mulher teve que se mudar para uma casa sem eletricidade com o paquistanês. Tereza disse que não conseguia sair de casa porque pensava que quem estava trajado das roupas islâmicas tradicionais era paciente de hospitais.

“Eles me levaram para uma espécie de campo onde havia apenas terra e quatro pedras grandes”, recordou e continuou: Bem, pensei comigo mesma: eles provavelmente não têm dinheiro para um estúdio.”

“Fiquei dois meses esperando as fotos aparecerem na internet, mas elas nunca estavam lá.”

Quando Tereza decidiu voltar para casa, teve seu regresso interrompido em Lahore. Quando a droga foi descoberta entre suas coisas, ela se desesperou e disse que era inocente. Até hoje, a tcheca acredita que colocaram a substância em sua bagagem.

Atualmente, com 27 anos, Tereza trabalha como garçonete e gosta de destacar que tem um namorado. Além disso, ela disse que continuará postando vídeos sobre os horrores que viveu.

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