Time da Série A reintegra jogador citado na operação Penalidade Máxima ao elenco

O Coritiba anunciou nesta sexta-feira (26) que optou por reintegrar o atacante Alef Manga ao elenco profissional. O jogador teve o nome citado em conversas com apostadores investigados na Operação Penalidade Máxima II e estava afastado pelo clube desde o dia 10 de maio.

Alef Manga teve o nome citado na Operação Penalide Máxima II

Alef Manga foi reintegrado ao elenco do Coritiba – Foto: Guilherme Griebeler/Coritiba/ND

A equipe informação que a decisão acontece em virtude da inexistência, até este momento, que comprovem a participação do atleta em atos de apostas ilegais.

O clube ainda reforça que pode revogar a decisão caso necessário no decorrer da investigação.

Manga, inclusive, prestou depoimento ao MP-GO (Ministério Público de Goiás) ainda nesta sexta-feira.

O jogador havia sido citado por levar um cartão amarelo na partida contra o América-MG, na 25ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro de 2022. Até o fechamento da reportagem, o jogador não foi denunciado e nem se tornou réu no caso.

Veja a nota do Coritiba na íntegra:

O Coritiba Foot Ball Club informa que em virtude da inexistência, até este momento, de evidências que sejam de conhecimento do Clube, que comprovem a participação do atleta Alef Manga em atos ilegais que atentem contra o resultado de partidas de futebol, bem como, diante da sua própria alegação de inocência, o mesmo participará regularmente das atividades do departamento de futebol, a partir da próxima segunda-feira, dia 29 de maio de 2023. O Coritiba esclarece ainda que esta decisão poderá ser modificada ou revogada, a qualquer tempo, se necessário for, em decorrência do transcurso das investigações da Operação Penalidade Máxima 2.

Operação Penalidade Máxima

A investigação iniciada pelo Ministério Público de Goiás, nomeada de Operação Penalidade Máxima, listou pelo menos 13 partidas com suspeita de esquema de manipulação.

Segundo o site do órgão, oito jogos seriam da Série A do Campeonato Brasileiro de 2022, além de um da Série B e quatro em estaduais neste ano.

Segundo o MP-GO, entre os lances estariam levar um cartão amarelo, cometer um pênalti e até ser expulso, por exemplo. Para isso, aliciadores faziam propostas e pagavam aos atletas quantias em dinheiro, às vezes passando de R$ 100 mil. Bruno Lopez, um dos apostadores detido na primeira fase da operação, seria o líder do esquema.

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