Mensageiro: Prefeitos de Papanduva e Pescaria Brava têm pedido para sair da prisão negado

O prefeitos Luiz Henrique Saliba (PP) e Deyvison Souza (MDB), de Papanduva e Pescaria Brava, tiveram os pedidos de revogação da prisão preventiva negados pela Justiça nesta quinta-feira (13). Eles e o prefeito de Capivari de Baixo, Vicente Corrêa Costa, viraram réus em desdobramento da Operação Mensageiro.

Saliba e Souza foram presos em dezembro de 2022, suspeitos de participação no esquema criminoso, que teria ocorrido em diversas cidades, no que o MPSC classifica como “maior esquema de propinas da história do Estado”. Ao todo, sete prefeitos foram presos preventivamente pela Mensageiro.

Os prefeitos viraram réus da Justiça nesta quinta-feira (13) – Foto: @luizhenriquesaliba/ Deyvison Souza/ Redes Sociais/ Reprodução/ND

A Serrana, agora chamada Versa Engenharia Ambiental, atende várias cidades do Estado onde há suspeitas de corrupção. Foi um funcionário da empresa de saneamento, chamado de “Mensageiro” na investigação, que segundo o MPSC era responsável pela entrega das propinas aos prefeitos. Por ter feito acordo de delação premiada, o nome do funcionário não pode ser divulgado pelo Grupo ND por proibição judicial.

O Grupo Serrana se manifestou por meio de nota (confira a íntegra mais abaixo) e informou que “tem o histórico de mais de 30 anos de excelente execução dos contratos administrativos e todos os fatos imputados à empresa na Operação Mensageiro não possuem relação com a qualidade da prestação dos seus serviços aos municípios e à população”.

O que diz a defesa

Um dos advogados de Saliba, Manolo del Omo, afirmou que não vê motivos para manter a detenção do prefeito, que está no Presídio Regional de Caçador.

“Nós achamos que essa revogação já deveria ter acontecido, na verdade não vemos motivos para decretação da prisão preventiva”, completa. “Começa agora a fase do contraditório, em que nós vamos provar sua inocência”, destaca o advogado.

Já o advogado de Deyvison Souza, Pierre Vanderlinde, afirmou que o julgamento desta quinta é apenas uma “praxe processual’ e que, a partir de agora, será possível apresentar sua defesa e provas de inocência.

“Temos certeza que ao final do processo será comprovada a inocência do prefeito, tendo em vista que as acusações também estão embasadas apenas em colaborações premiadas”, afirma Vanderlinde.

Ele reforça que “não há outras provas que amparem essa versão apresentada pelo MPSC, mas isso tudo ficará esclarecido”.

Veja a nota do Grupo Serrana

O Grupo Serrana informa que tem o histórico de mais de 30 anos de excelente execução dos contratos administrativos e todos os fatos imputados à empresa na Operação Mensageiro não possuem relação com a qualidade da prestação dos seus serviços aos municípios e a população.

A empresa, ciente da importância de rever seus processos internos, e da relevância do trabalho que presta no âmbito ambiental e social, deu início à implantação de programas de integridade e regulação interna, para seguir prestando serviços de qualidade e responsabilidade em todo país.

O Grupo informa, ainda, que segue colaborando e acompanhando os trâmites de todos os processos relacionados à Operação Mensageiro.

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