Ex-chefe da PRF em Santa Catarina será o primeiro a depor na CPMI de 8 de janeiro

Silvinei Vasques, ex-diretor geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e ex-superintendente da PRF em Santa Catarina, iniciará as oitivas na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que apura dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O cronograma foi definido na quarta-feira (14) pelo colegiado.

O ex-diretor geral da PRF e ex-superintendente da PRF em SC, Silvinei Vasques, será ouvido pela CPMI

O ex-diretor geral da PRF e ex-superintendente da PRF em SC, Silvinei Vasques, será ouvido pela CPMI – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Divulgação/ND

O ex-superintendente será ouvido na próxima terça-feira (20). Apoiador de Jair Bolsonaro, Vasques é investigado em razão da operação do órgão nas estradas no dia 30 de outubro, durante o segundo turno das eleições.

A ação teria por objetivo atrapalhar a chegada de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula Silva, sobretudo no Nordeste, tradicional reduto político do petista.

Próximos passos da CPMI

Conforme o Portal R7, o presidente da CPMI do 8 de Janeiro, deputado Arthur Maia (União-BA), afirmou nesta terça-feira (13) que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes aceitou compartilhar informações sigilosas do inquérito que investiga os atos antidemocráticos ocorridos em Brasília.

Arthur Maia disse que Moraes deu um prazo máximo de 45 dias para encerrar o que está em andamento e, na sequência, compartilhar todo o conteúdo levantado pelo STF com os parlamentares da comissão.

Na reunião da CPMI desta terça-feira, foram aprovados os primeiros 223 requerimentos com solicitações de informações e de oitivas de testemunhas envolvidas com as ações realizadas em 8 de janeiro. Desses requerimentos, 35 são para ouvir pessoas na condição de testemunhas.

O presidente teve uma reunião nesta quarta (14) com a relatora da comissão, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), para definir os próximos passos da CPMI e quais nomes poderão ser convocados para a próxima terça (20).

Mais de 1.200 réus

Até o momento, mais de 1.200 pessoas já se tornaram rés no inquérito que investiga os atos extremistas.

As denúncias fazem parte de vários processos que tramitam no STF. Um deles apura o planejamento e a responsabilidade intelectual das invasões; um segundo investiga os participantes da invasão que não foram presos em flagrante durante os atos extremistas nas sedes dos Três Poderes.

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