Contorno viário: Estudo revela prejuízo de R$ 100 por hora de congestionamento

A obra do contorno viário da Grande Florianópolis é aguardada com grandes expectativas pelos milhares de usuários que passam diariamente pelo trecho entre Biguaçu e Palhoça, na BR-101. Com o crescimento destas cidades, a rodovia perdeu seu propósito de servir para grandes deslocamentos e passou a ser utilizada para trajetos locais e de curta duração.

Com a conclusão da obra, haverá uma melhora significativa na mobilidade da Grande Florianópolis, trazendo impactos positivos para os motoristas de veículos de carga. De acordo com um estudo realizado pela Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), cada hora de congestionamento resulta em um prejuízo de aproximadamente R$ 100 para o motorista.

A obra do contorno viário da Grande Florianópolis é aguardada com grandes expectativas pelos milhares de usuários que trafegam diariamente na BR-101.

A obra do contorno viário da Grande Florianópolis é aguardada com grandes expectativas pelos milhares de usuários que trafegam diariamente na BR-101. – Foto: Arteris S.A/Divulgação/ND

A obra que é um verdadeiro desafio para a engenharia foi pensada para comportar um corredor expresso de 50 km de extensão, passando pelos municípios de Governador Celso Ramos, Biguaçu, Antônio Carlos, São José, São Pedro de Alcântara, Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis.

Com o objetivo principal de separar o tráfego de cargas e veículos pesados do trânsito local, o contorno viário proporcionará aos motoristas que utilizam esse trecho apenas como passagem, a possibilidade de usar uma rota com boa fluidez sem precisar encarar os congestionamentos, em especial, nas cidades de São José e Palhoça.

O acesso ao contorno viário será no km 177, da localidade de Inferninho, em Biguaçu, se conectando novamente a BR-101, no km 220, no bairro Pacheco, em Palhoça. O trecho passa ainda por duas rodovias estaduais, a SC-408 que conecta Biguaçu a São Pedro de Alcântara e a SC-407, que liga a cidade de Palhoça ao município de Paulo Lopes.

O acesso ao contorno viário será no km 177, da localidade Inferninho, em Biguaçu, se conectando novamente a BR-101 no km 220, no bairro Pacheco, em Palhoça. – Foto: Foto: Arteris S.A/Divulgação/ND

Efeitos do contorno viário para o trânsito da Grande Florianópolis

Segundo o Chefe de comunicação da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Adriano Fiamoncini, o VDM (Volume Diário Médio) de veículos que trafegam por este trecho da BR-101 é de aproximadamente 120 mil. Destes, cerca de 30% são veículos de carga que utilizam esse trajeto apenas de passagem.

Considerando os dados do VDM, cerca de 36 mil veículos pesados sairiam da rodovia para utilizar o contorno viário. Segundo Fiamoncini, Essa redução irá representar uma melhoria significativa na mobilidade e fluidez do trânsito local.

A obra será fundamental para garantir a fluidez do trânsito nesse trecho da BR-101, além de proporcionar uma expressiva redução no número de acidentes registrados.

“Todos vão ganhar, a comunidade local, o motorista que está de passagem e aqueles que utilizam este trecho da BR-101 diariamente”, reforça.

O secretário-executivo da câmara de Transporte e Logística da Fiesc, Egídio Martorano, ressalta a importância desta obra para o Estado.

“O contorno viário terá um efeito muito positivo para o Estado, até porque, a BR-101 é um corredor logístico muito importante para Santa Catarina”, reforça.

De acordo com um levantamento realizado pela Fiesc, a velocidade média dos veículos nesse trecho é de aproximadamente 30 km/h, enquanto a velocidade permitida é de 100 km/h.

Isso significa que os motoristas trafegam no trecho com uma velocidade cerca de 70% inferior, resultando em um aumento considerável no tempo de viagem.

Prejuízos causados pelas filas constantes

Outro dado apontado por Martorano se refere aos custos e perdas dos motoristas ao enfrentar diariamente este trecho da BR-101. O estudo realizado pela Fiesc revela que a cada hora que o motorista rodoviário perde nas filas, resulta em um prejuízo de aproximadamente R$ 100.

O estudo realizado pela Fiesc revela que a cada hora que o motorista rodoviário perde nas filas, resulta em um prejuízo de aproximadamente R$ 100. – Foto: Prefeitura de Penha/Divulgação/ND

Segundo Martorano, essa condição resulta em uma péssima qualidade de vida para os motoristas. “O motorista perde dinheiro na fila, logo, precisa fazer mais fretes para compensar, dorme menos e se alimenta mal”, ressalta.

Ainda, segundo o secretário-executivo da Fiesc, o tempo de viagem após a entrega da obra vai ser reduzido drasticamente, e os condutores podem ganhar até 2h no tempo de viagem. Com essa redução no tempo de viagem, aumenta o período de descanso dos motoristas e eleva a produtividade da malha viária do Estado.

Martorano frisa ainda que o trecho é fundamental para melhorar a fluidez da malha viária e do corredor logístico do Estado. Entretanto, reforça que outras cidades que margeiam a BR-101, também precisam de atenção e obras para melhorar a fluidez da rodovia em toda Santa Catarina.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.