VÍDEO: Peixes brilhantes? Biólogo explica mudança genética que faz carpas emitirem luz na água

Imagens de um estudo feito no exterior para avaliar o impacto de elementos poluentes nos órgãos dos peixes dividiram opiniões e motivaram a explicação de especialistas sobre a possibilidade dos animais brilharem no escuro. A cena curiosa, possível através de uma mutação genética, viralizou nas redes sociais.

Biólogo comentou procedimento feito para estudar impacto de poluentes nos peixes - Pido Biologia e @pluguetv/Divulgação/ND
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Biólogo comentou procedimento feito para estudar impacto de poluentes nos peixes – Pido Biologia e @pluguetv/Divulgação/ND

Biólogo comentou procedimento feito para estudar impacto de poluentes nos peixes - Pido Biologia e @pluguetv/Divulgação/ND
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Biólogo comentou procedimento feito para estudar impacto de poluentes nos peixes – Pido Biologia e @pluguetv/Divulgação/ND

As imagens publicadas originalmente por um perfil no Instagram, que informou que a pesquisa em questão foi feita em Taiwan, receberam comentários do biólogo paulista Vitor Barioni Filiputti, do canal Pido Biologia.

“Apesar de parecer meio absurdo, um monte de peixinho brilhando no escuro, essa parada é real. (…) O que aconteceu aí foi uma técnica genética chamada de Crispr, onde genes que são trechos do DNA dos seres vivos que carregam receitas das características são recortados e substituídos. Nesse caso, foi inserido no DNA desses peixinhos um gene de uma água viva que consegue brilhar desse jeito e aí os peixinhos ganharam essa capacidade” explica o especialista.

Mesmo que o processo genético divida opiniões, segundo o biólogo, o procedimento já foi feito em outros animais. Conforme o especialista, um porquinho recebeu a capacidade de brilhar no escuro, mas ele só durou três meses depois que nasceu e abriu portas para que todos os experimentos nessa área existam.

“Hoje, a técnica é de amplo domínio dos cientistas e pode ser aplicada em diferentes situações desde mudanças de características simples até pesquisas envolvendo doenças bem sérias na busca da cura e de tratamentos. Quando se trata dessa área, nunca se sabe o que vem por aí né”, finaliza Pido.

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