O estresse é uma resposta fisiológica do organismo para determinados estímulos que representam circunstâncias súbitas, ameaçadoras, ou que, de alguma maneira, perturbam o nosso equilíbrio.

Estresse pode causar ansiedade, obesidade e palpitações – Foto: Pexels/Divulgação/ND
Assim, para se adaptar à nova situação, o corpo desencadeia reações que ativam a produção de hormônios, entre eles a adrenalina. Isso deixa o indivíduo em “estado de alerta” e em condições de reagir.
Conforme a psicóloga, Vanessa Cardoso, o estresse pode ser crônico ou agudo. Confira a diferença entre os dois:
- Estresse agudo: ocorre quando enfrentamos situações de trânsito, por exemplo. Assim, o corpo fica em alerta, ativa um comportamento que precisa ter, mas o momento logo passa.
- Estresse crônico: ocorreu muito durante a pandemia. Se torna mais complicado para um organismo sobreviver, porque se torna rotineiro. Assim, o organismo reagirá em termos funções cognitivas e fisiológicas frente à situação que está enfrentando.
A psicóloga ressalta que é “muito importante a pessoa cuidar e manejar o estresse”, pois se não houver esse cuidado, essa condição pode desencadear doenças mais graves, como a depressão. Segundo Cardoso, o estresse libera cortisol e glutamato, os quais são substâncias tóxicas ao cérebro.
O corpo dá sinais de alerta
Segundo a psicóloga, “toda vez que se está em uma situação de estresse, em um primeiro momento, o corpo dá um sinal de alerta e a grande questão é que, mesmo sob esse sinal, o corpo continua trabalhando. Muitas vezes as pessoas só param quando chega o esgotamento final”, pontua.
Quando a pessoa se encontra nesta condição, é preciso parar, avaliar e refletir como está o nosso corpo diante de tal situação. “A respiração é fundamental para seguir e o corpo voltar ao estado natural. A pausa é tão importante quanto a produtividade”, avisa a psicóloga.
É preciso dormir para se livrar
Vanessa Cardoso destaca que a questão do sono é “fundamental”. O sono é considerado tanto tratamento, como prevenção de vários transtornos mentais. Além disso, é importante ser feito de maneira natural.

Dormir bem ajuda no combate ao estresse — Foto: Pexels/Divulgação/ND
Ela indica que o “bom sono” é aquele que a pessoa acorda entre 5h30 e 9h, abre a janela e, com a incidência de luz natural através da retina, o cérebro entende que precisa ficar acordado durante o dia.
“A partir disso, o corpo começa a gerar a melatonina noturna, que vai gerar um sono profundo no final da noite”.
Higiene do sono e maiores recursos
Na era moderna, é comum passar muito tempo em computadores e celulares. Segundo Vanessa, por tal razão, é importante que se faça a higiene do sono e que “sejam retirados esses eletrônicos para a pessoa ter qualidade de vida”.

O não uso dos celulares e computadores é fundamental para a higiene do sono – Foto: Reprodução/ ND
Com a noite de sono “extremamente bem respeitada”, a pessoa consegue ter recursos internos para que a hora que o estresse chegar, ela consiga estar mais preparada para lidar.
Cardoso explica ainda que é preciso praticar atividade física e manter uma alimentação saudável para o corpo entender que ele funciona. “Uma das maneiras de combater o stress, além de descansar, é a prática de atividade física, que retira a substância tóxica, o glutamato, da circulação do nosso cérebro”, aponta.
Sintomas mais comuns de estresse
A psicanalista e terapeuta comportamental, Cristiane Pereira, elenca os sintomas mais comuns do estresse.
- Irritabilidade ou ataques de raiva
- Excesso de atenção à possibilidade de perigo, hipervigilância
- Dificuldade de concentração
- Resposta exagerada a barulhos fortes, movimentos súbitos ou outros estímulos, caso da resposta de susto.
Risco à saúde
O estresse pode provocar riscos à saúde como ansiedade, problemas cardíacos e neurológicos, como o Alzheimer.
“Esses fatores também são gatilhos para a síndrome de burnout, que consiste em um esgotamento generalizado e a síndrome do pânico”, destaca a psicanalista.
Segundo ela, os sintomas que o estresse provoca no corpo da pessoa são:
- Dor de cabeça; nas costas; no peito; na mandíbula e dores musculares, em geral;
- Azia;
- Palpitações cardíacas;
- Aumento de pressão arterial;
- Sudorese;
- Enxaquecas;
- Hipertensão;
- Obesidade;
- Doenças cardíacas;
- Ansiedade e depressão em casos mais graves.
Combate ao estresse
Para combater o estresse, a psicanalista indica buscar um médico e ajuda psicológica. Além disso, procurar evitar o consumo de substâncias estimulantes, como a cafeína e a nicotina, por exemplo, e o álcool.
Segundo Cristiane Pereira, é preciso “saber identificar as situações que podem ser controladas e impor limites”. Os momentos de pausa e descanso, segundo a terapeuta comportamental, são “essenciais” ao longo do dia.
Maneiras de aliviar o estresse
- Buscar médico psiquiatra e ajuda psicológica;
- Falar sobre seus problemas e sentimentos;
- Evitar consumo de álcool e substâncias estimulantes, como cafeína e nicotina no dia a dia;
- Praticar exercícios físicos;
- Dormir bem (de 6 a 8 horas por dia) e antes da meia-noite;
- Identificar quais situações podem ser controladas e impor limites;
- Descansar e ter momentos de pausa ao longo do dia.